Jonathan Willian de Melo
Mestrando
Mestrando em Arquitetura e Urbanismo na PUC de Campinas, na linha de pesquisa Teoria, História e Crítica da Arquitetura e Urbanismo. Graduado na mesma universidade (2022), onde é pesquisador do grupo de pesquisa EU:CA (Estudos Urbanos: Cultura e Arquitetura). Durante a graduação foi monitor acadêmico nas disciplinas de desenho e projeto, foi membro do Escritório Modelo de Arquitetura e Urbanismo Habitar (EMAU-Habitar), desenvolveu projeto de Iniciação Científica (2020-2021) e publicou artigo científico intitulado "Por uma arquitetura do lugar".
Tem experiência profissional na área de Planejamento Urbano e Regional, com ênfase em geoprocessamento, processo participativo e vistorias em territórios vulneráveis, atuando principalmente na elaboração e revisão de Planos Locais de Habitação de Interesse Social (PLHIS), Planos Diretores e Lei de Parcelamento, Uso e Ocupação do Solo (LPUOS).
Pesquisa Atual
Do cotidiano, outra cidade: significados espaciais na Vila dos Pescadores, Cubatão-SP
Em contraponto aos espaços iluminados pela técnica, ciência e informação, habitados pelo homo urbanus desenraizado, veloz e global, pulsam os territórios populares, onde os lugares [ainda] são vivenciados de forma lenta, espontânea e em função de ordens próprias, onde essa maneira de estar no mundo assegura a identidade socioterritorial. Jazem nesses locais zonas cinzentas e pouco conhecidas, as quais são enunciadas cotidianamente através de práticas espaciais locais. A presente pesquisa propõe a análise do território popular Vila dos Pescadores, em Cubatão-SP, mediante abordagem multidisciplinar. De forma específica, pretendemos (i) investigar os conceitos de cotidiano em H. Lefebvre, M. de Certeau e M. Santos, de antropologia interpretativa em C. Geertz, de epistemologia do sul em B. de S. Santos e M. D. Campos, e de identidade socioterritorial em R. Haesbaert; (ii) identificar e descrever as principais práticas cotidianas dos espaços coletivos da comunidade Vila dos Pescadores; e (iii) analisar essas práticas frente aos conceitos citados, com enfoque na construção identitária local. Para tanto, a pesquisa é de natureza qualitativa e do tipo estudo de caso etnográfico, tendo como métodos a cartografia da ação social (Ana Clara Torres Ribeiro), a deriva (Internacional Situacionista) e a etnografia (Clifford Geertz). Sua estrutura principal consiste em três partes, sendo (i) embasamento teórico e geográfico, (ii) imersão territorial e (iii) sistematização e análise dos dados coletados frente ao embasamento teórico e geográfico. Ao final, pretendemos contribuir para a compreensão das relações entre as apropriações espaciais cotidianas de territórios populares e a construção da identidade socioterritorial, bem como rever a epistemologia dominante acerca do ambiente construído.


